Postado 11 de dezembro de 2017

Troca de casas: todas as suas dúvidas respondidas!

Você já pensou em viajar, se hospedar na casa de outra pessoa em outra parte do mundo enquanto ela fica na sua casa, sem que nenhum de vocês precise pagar nada por isso?

Talvez você já tenha visto isso no filme “O amor não tira férias”, em que as personagens interpretadas por Cameron Diaz e Kate Winslet trocam suas casas nos Estados Unidos e na Inglaterra. Parece divertido na comédia romântica, mas… Seria real?

Felizes com a troca de casa em Amsterdam [Fotografados por Débora Coutinho]

Estou aqui para provar que sim, muito real. Estou escrevendo este post da Jamaica, na quinta casa que troquei nos últimos 6 meses. Todas as experiências foram fantásticas, nos proporcionaram vivências intensas em partes do mundo em que sempre sonhamos viver por um tempinho: Paris, Riviera Francesa, Bélgica, Amsterdam. E, algo raro nos dias atuais: sem pagar por isso. Eu vou para a casa da pessoa e ela vai para a minha. Para quê pagar hospedagem se é possível fazer uma troca que seja boa para todos, de forma segura?

É tão simples que gera mil dúvidas para a maioria das pessoas, que nunca ouviram falar disso. Reuni aqui todas as perguntas que já ouvi e as respostas, contando minha experiência sobre o tema.

1. É de graça mesmo?
Sim! Atualmente, para ter mais chances de conseguir trocas nas datas e lugares que quero, uso dois sites: o GuestToGuest, que não cobra taxa de inscrição e onde fiz a maioria das minhas trocas e o HomeExchange, que cobra uma taxa anual.

2. Como funciona?
Você escolhe o(s) site(s), se inscreve, insere os dados e as fotos da sua casa, busca no site as casas disponíveis nos locais e datas que deseja e envia os pedidos de troca. Recomendo ter o máximo de flexibilidade possível para encontrar a melhor troca mais rápido. Recomendo fazer a troca com pelo menos 3 meses de antecedência e só depois comprar as passagens. Apesar de ter feito minhas trocas no verão europeu deste ano com pouco tempo de antecedência e com datas definidas, sei que teria sido muito mais fácil encontrar a disponibilidade se tivesse tentado meses antes e com mais flexibilidade.

3. Você precisa estar na casa da pessoa ao mesmo tempo em que ela estará na sua casa?
Nada é imposto. Tudo é feito para facilitar as trocas para ambas as pessoas. Se o melhor para as partes é que a troca seja feita ao mesmo tempo, perfeito! Se não, que sejam em momentos diferentes, o que é muito comum, pois na maioria das vezes, as agendas não se combinam tão bem. Por exemplo: eu fui para a casa do Gerard na Riviera Francesa em julho, porque queria curtir lá o verão europeu. Ele deixou a casa livre para a gente nesse período e foi para a minha casa no Brasil em novembro, que era para quando já estava planejando fazer uma longa viagem para o Brasil e nós, para a Jamaica. Isso era o ideal para ambos. Então, combinamos assim, formalizamos a troca no site e ambos tivemos experiências maravilhosas!

4. Você só troca casa com a pessoa que vai te entregar a casa dela? Ou existe uma forma de A emprestar a casa para B, que empresta para C…?
Caso você queira fazer apenas trocas recíprocas (diretas), é só optar por isso. Algumas pessoas colocam logo na descrição do anúncio da casa no site que só aceitam trocas recíprocas, por preferências pessoais. Mas não acho isso uma boa ideia, principalmente se você usar o GuestToGuest. Esse site tem um sistema de pontos que te garante trocas justas mesmo que não sejam diretas. Você preenche uma série de perguntas sobre sua casa que verificam com fatores objetivos (tamanho, distância de pontos turísticos, itens de lazer, etc) quantos pontos (chamados de Guest Points ou GP) a sua casa vale. Quando você hospeda alguém por Guest Points, ela paga o equivalente aos dias multiplicados pelo valor diário de GP pelo qual sua casa foi avaliada. Como se fosse um aluguel mesmo, mas com essa moeda online. Como a regra é a flexibilidade, você pode alterar o valor de GP da avaliação do site, diminuir caso queira atrair mais gente ou aumentar caso queira filtrar mais os tipos de pedidos de troca que irá receber. Já no Home Exchange, existe o “Balão”, que é um crédito online para troca, sem valor definido. O valor do “Balão” vai de acordo com cada troca, com a vontade de ambas as partes. Eu já recebi um “Balão” de uma pessoa que precisava fazer uma viagem de urgência e gostaria de ficar no meu apartamento por 5 dias. Usei o mesmo balão para ficar 15 dias com uma vista absurda para a Torre Eiffel em Paris. A dona do apartamento de Paris adorou deixar o apartamento com a gente e usou o balão para ir depois para a Itália. Foram ótimas trocas para todos nós… Mas para mim, que sempre fui fascinada pela Torre Eiffel, foi um sonho!

5. Quem troca casas?
Quem quiser! Apesar de parecer ser uma ideia para pessoas com mente muito aberta, a maioria das pessoas com quem troquei casa possuem mais de 50 anos. Ou seja, é sinal de sabedoria!

6. É para quem não pode pagar hospedagem? Ou para quem tem mansões?
É para todos!!! Os sites, por não terem cunho financeiro, não restringem nível social. Então, tem todos tipos de casas, a maioria de famílias de classe média para cima e muitas casas de férias. A minha dica aqui é buscar casas equivalentes à sua, para facilitar trocas e ter as melhores experiências. Se você tiver uma linda casa ou apartamento e quiser buscar os melhores lugares, recomendo olhar a região da Riviera Francesa no mapa dos sites citados. São muitas mansões com vista para o mar buscando trocas equivalentes. Algumas colocam isso no início do anúncio e avisam que até os custos dos serviços dos funcionários à disposição pelo período estariam inclusos na troca. Mas a maioria das casas são de classe média, apartamentos de dois ou três quartos, decorados ou não (mas sempre mobiliados), muitas vezes bem localizados. Há também muitas casas mais simples no interior.

7. Mas eu não moro em cidade turística, moro longe de tudo! Vou conseguir troca?
Claro! Busque casas equivalentes em diversos países e achará muitas opções. Casas no interior, em cidades menores, longe de pontos turísticos, permitem que você conheça um estilo de vida ainda mais tradicional do país. Caso você não dispense a visita a pontos turísticos famosos, recomendo ficar alguns poucos dias em uma outra opção de hospedagem na cidade famosa (caso não consiga outra troca aí) e depois vá viver a sua imersão cultural pela maioria dos dias de férias. Ou ficar em uma cidade próxima e fazer “bate-e-volta” para visitar os pontos turísticos alguns dias. Ah, e muita gente abre mão do conforto que possui em casa para viver outras experiências em um lugar totalmente diferente, então, não custa nada tentar também trocas em casas mais bacanas e bem localizadas que a sua: muitas vezes as pessoas abrem mão dos pontos a mais e fazem a troca direta, sem custo, mesmo sabendo ter uma casa mais valorizada. Eu já fiz isso, diminuí o valor de pontos do meu apartamento para concretizar trocas sem deixar as outras pessoas em débito de pontos e também já fizeram comigo, me permitindo ir para casas mais valorizadas. A experiência em um local diferente vale muito mais que o padrão da casa, por isso muitos viajantes do site são flexíveis quanto a isso.

8. É seguro? A pessoa não vai quebrar a sua casa toda?
Respondo com outra pergunta: Você tem medo de ter o carro roubado quando deixa estacionado na rua? Então, do mesmo jeito, há opções como seguro e depósito, para que as trocas tenham todas as garantias de que ninguém ficará no prejuízo caso aconteça alguma coisa. O único site que conheço que oferece esse serviço é o GuestToGuest.com. Se preferir uma troca 100% gratuita, não haverá seguro nem depósito, apenas a formalização da troca no site. Isso é permitido, desde que seja de comum acordo entre as partes (como todos os termos das trocas). Na minha opinião, vale à pena optar por pagar por esta segurança, que tem custado em média 40 euros para uma troca de 20 dias, segundo a minha experiência em casas muito boas. Esse valor varia de acordo com o valor do imóvel trocado e o quanto o seu dono pede que seja segurado. Considero essa opção como um dos fatores positivos deste site, que te dá total liberdade para pagar para ter mais segurança ou então não te cobrar nada pelo serviço deles. Já o Troca Casa (versão em português do Home Exchange) não trabalha com seguro ou depósito e exige um valor de anuidade para se inscrever no site, o que acaba selecionando o público que entra.

9. Mas você não tem medo?
No início, me senti entrando em uma grande aventura, daquelas que gerava um medinho sim. Me lembro de pensar: “Será que esse apartamento com vista para a Torre Eiffel existe mesmo?”. Mas fui e foi maravilhoso. E depois que vivi as experiências mais lindas de reciprocidade e respeito por desconhecidos que eu nunca sonharia viver, não tenho mais medo nenhum. A troca acontece com base na reciprocidade. Eu empresto minha casa, você empresta a sua. Ainda que seja por balão ou pontos, estamos todos no mesmo círculo de reciprocidade. Por que eu quebraria a sua casa? Pelo contrário, geralmente temos muito mais cuidado quando estamos com algo emprestado de outra pessoa! Ninguém quer passar pelo constrangimento de dizer que quebrou algo ou do problema de ter que resolver isso depois, acionando seguro, né? Então, na prática é assim que acontece. Na minha casa, mesmo já tendo recebido 19 grupos de pessoas nos últimos 6 meses (entre trocas e aluguel por temporada), nada sumiu ou foi danificado.

10. E os objetos pessoais?
Você decide. Nas casas pelas quais passei, as pessoas deixam tudo lá. Algumas esvaziam uma parte do armário para nos dar espaço para pendurar nossas roupas, outras nem isso. No meu caso, como também alugo meu apartamento no AirBnb por curtos períodos entre uma troca e outra, optei por deixar metade dos armários vazios e instalar uma tranca simples nos outros, que ficaram com as roupas que não foram doadas (fiz uma limpa de 5 sacos de 100L para doação arrumando a casa para isso). Os outros objetos foram deixados à disposição, como louças, livros, cosméticos e brinquedos.

11. Só vale para trocas internacionais?
É claro que não! Pessoas no Brasil podem trocar entre si. Nesse caso, você consegue fazer a viagem mais barata da sua vida: muitas vezes dentro do seu próprio Estado existe um lugar diferente onde você gostaria de ficar mais tempo e alguém lá pense a mesma coisa que você! Vocês só precisam estar ambos no site para se acharem e combinarem a troca.

12. Você tem contato com a pessoa que troca casa com você?
Se estiverem na mesma cidade no mesmo dia, provavelmente sim. Como as minhas trocas geralmente acontecem para datas diferentes (não-simultâneas), isso acontece de vez em quando e é quando as trocas se tornam mais especiais. Conhecer a família belga muçulmana e o senhor francês da Riviera Francesa, que nos buscaram e levaram no aeroporto nas trocas que fizemos com as casas deles, ter a casa deles apresentada pelos mesmos, ver que deixaram vários mimos e a geladeira cheia para nos receber foi especial demais. Poder retribuir depois, quando eles foram para a minha casa e receber deles mil demonstrações de gratidão foi lindo. Gratidão de ambas as partes em nível elevado, aproximando povos de países e culturas tão diferentes.

13. Se é tão bom, por que a gente não fazia isso antes, desde sempre?
Eu nunca tinha conhecido pessoalmente alguém que tivesse feito troca de casas antes de fazer a minha primeira. Apesar de mais de centenas de milhares de pessoas estarem inscritas nestes sites no mundo todo, isso ainda é pouco perto da população mundial. No Brasil então, comparado à população, o número é ínfimo. Pouca gente sabe que existe. Os blogueiros de viagem precisam investir no que dá dinheiro, que, no momento, é a publicidade de hoteis e pacotes turísticos que incluem hospedagem em hotel. Então a existência dessa forma de hospedagem não chega aos ouvidos das pessoas. Comecei contar sobre minhas experiências com trocas justamente por isso: são informações que não encontrei em outros blogs, quando precisei delas, e que geram muita curiosidade. Acredito na ideia como uma forma de economia compartilhada que vai crescer muito rápido, que transformou minha vida em uma vida viajante e levanto a bandeira. Quanto mais gente quiser trocar casas, mais opções todos nós teremos para conseguir boas trocas para as datas que quisermos!

14. As trocas de casas substituem os hotéis?
Não! Você não terá café-da-manhã pronto, limpeza ou serviço de quarto, ajuda para chamar táxi ou qualquer tipo de serviço de hotelaria. Tem gente que não abre mão desses serviços quando viaja e sabemos muito bem o valor que eles possuem. Também não é tão simples quanto reservar um hotel, que geralmente possui vaga e faz a reserva na mesma hora. Como nenhuma troca é feita sem o dono da casa ver quem está pedindo para ficar lá e aceitar expressamente, passando pela formalização do site, esse trâmite pode demorar alguns dias. Isso deve ser visto também pelo seu lado como quem vai receber alguém na sua casa: analisar o perfil da pessoa, marcar uma reunião por Skype e “conhecer” a pessoa antes faz parte do processo e te dá segurança para saber quem estará cuidando do seu bem mais precioso, enquanto você cuida do dela (nas trocas diretas) ou de outra pessoa (nas trocas indiretas).
Por isso, prefiro fazer trocas de casas para viagens mais longas, de no mínimo 15 dias. Entre as viagens, nas cidades onde fico mais tempo, opto por hoteis. Nesta viagem de 30 dias pela Jamaica, por exemplo, fiquei em 1 hotel por 3 dias na primeira cidade, estou agora ficando 25 dias na casa trocada na cidade onde há mais atrações e uma praia linda e depois vou ficar mais 2 dias em hotel em uma terceira cidade que quero conhecer. Assim, além de viajar por muito mais tempo, sobra orçamento até para ficar em hoteis muito mais bacanas caso deseje. Mas nada impede que faça trocas para períodos mais curtos também. Fechei uma troca para 5 dias em Orlando no mês que vem, que é o período que queria ficar nesta cidade. Na Europa, são comuns trocas diretas para finais de semana em viagens que podem ser feitas de carro.

15. Como você conheceu os sites de trocas de casas?
Na internet! Sempre me interessei por start-ups de economia compartilhada e, pesquisando sobre as mais inovadoras pelo mundo, há alguns anos descobri o Uber, quando só tinha chegado a São Paulo. Uso AirBnb para muitas das minhas viagens há mais de 5 anos. E quando achei o GuestToGuest e o Home Exchange (Troca Casa) e vi o quanto já eram grandes lá fora, meu desejo imediato foi de testar. Ainda guardei esse desejo por alguns anos até tomar coragem, quando vi que era uma solução para viver viajando, e passamos a usar assim que conseguimos trabalhar online. E aí o meu único arrependimento foi de não ter feito antes, já há muitos anos. Teria conhecido ainda mais desse mundo!

16. Eu só viajo uma vez por ano, nas férias. Não trabalho online e não vou viver viajando. Também posso trocar de casa?
Claro! Você faz parte da maioria dos inscritos no site. A troca é uma ótima solução para quem quer passar a viver viajando sem pagar hospedagem, e quem tem essa possibilidade usa muito, como eu. Mas não impede que quem queira trocar casas somente nas férias faça isso. O que já é excelente! Poder passar todos os dias de todas as férias da vida viajando sem gastar com hospedagem ou gastando em poucos dias, para encaixar cidades próximas da troca na viagem é uma exelente ideia, daquela que vale à pena levar para frente logo. Você pode fazer uma troca recíproca e simultânea (a pessoa vai para a sua casa ao mesmo tempo em que você vai para a casa dela) ou você pode receber os Guest Points no GuestToGuest ou Balões no HomeExchange, que funcionam como créditos online para você hospedar alguém enquanto vai para a casa de outra pessoa.

17. E o condomínio, vai permitir?
Alguns condomínios realmente possuem a política de proibir tudo. Mas eu sempre converso com as pessoas por telefone ou Skype antes de fazer a troca, vejo que a pessoa existe, é aquela que está no site mesmo, é real. Muitas vezes a própria pessoa pede essa reunião antes de formalizar a troca, pois é o que o próprio site recomenda ser feito. Para mim, neste momento nos tornamos amigos. Então, apenas informo ao condomínio os nomes dos meus amigos (geralmente estrangeiros) para quem emprestei meu apartamento nos dias em que estarei viajando e informo que eles ocuparão o meu lugar de moradora, podendo frequentar a área comum em meu nome. Simples! Assim, não existe motivo para proibição.

18. “Eu não tenho casa!” – E agora?
Você também pode trocar de casa caso more de aluguel ou divida casa com familiares ou parentes. O site só exige que o proprietário da casa o autorize a destiná-lo a este fim. Na prática, seria como o dono do apê permitir que você receba alguns amigos estrangeiros enquanto estiver na casa deles ou em outro lugar do mundo. Além do apartamento alugado, você pode trocar a casa dos seus pais ou parentes quando viajarem, caso eles concordem. É uma ótima oportunidade para convidar todos para uma viagem em família. A pessoa que gerencia e consegue a troca terá esse trabalho a mais e a que tem o imóvel bacana pode ser a pessoa que vá deixar a casa pronta para receber os hóspedes, mas todos viajarão juntos. Filhos e pais. Sobrinhos e tios. Avós e netos. Amigos. As possibilidades para reunir pessoas em viagens juntos com a troca de casas são infinitas!

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9 Comentários em "Troca de casas: todas as suas dúvidas respondidas!"
  1. Lucymary   •   30/12/17 - 21h35

    Amei essas dicas da maenomundo. Super interessante e muito bem explicado.
    Tirei todas as minhas dúvidas e fiquei super animada a fazer essas trocas.
    Vou começar o ano de 2018 testando essas dicas. Obrigada querida, amei!!!
    Lucymary Barros

  2. Marcella   •   30/12/17 - 23h12

    Post enriquecedor de conteúdo e esclareceu muitas das minhas duvidas, adorei. Vale a pena por exemplo fazer troca de casas sendo que numa única viagem vai passar por 3 países por exemplo e ficar 10 dias em cada?

  3. Rosi   •   07/07/18 - 22h49

    Olá, tenho uma dúvida que talvez pareça absurda, mas, né, vá que… Viajo muito, meu filho não porque está na universidade. É possível trocar casa se ele estiver presente?

    • Máira Miranda Macedo Nicolau   •   14/07/18 - 05h52

      É sim, mas isso precisa ser informado no cadastro da sua casa no site e de preferência também lembrado à outra parte para ter certeza de que ela estará ciente antes de confirmar uma troca. Algumas pessoas até preferem casas quem tenham alguém, para ter um contato mais próximo com alguém do lugar. Então vale à pena tentar sim!

  4. Marcelo   •   05/08/18 - 14h44

    Parabéns pelo belo trabalho. 👏🏼

  5. NarcosXXX   •   10/10/18 - 02h43

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