Postado 15 de março de 2018

10 dicas essenciais para economizar em passagens aéreas – e viajar muito mais!

Desde o dia em que anunciamos a nossa volta ao mundo, a pergunta se repete: “Como vocês vão conseguir fazer isso? Gastarão quanto em passagens? E em hospedagem?”

Quanto à hospedagem, nosso próprio apartamento paga nossa hospedagem fora, de duas formas: com trocas de casas, sem custos (os gringos vão para nossa casa e nós vamos para as casas deles – ou de outros gringos – como expliquei nesse post) e alugando nosso próprio apartamento no Airbnb nos dias em que não estiver ocupado com as trocas, o que dá o rendimento suficiente paga pagar hospedagem onde não ficarmos em casas trocadas.

E as passagens? Em uma primeira consulta simples aos sites de venda de passagens, chegamos a valores que seriam inviáveis para nosso orçamento: as passagens para a volta ao mundo custariam cerca de 9 mil dólares por pessoa. Mas eu sabia que não era uma consulta simples que me mostraria o menor valor possível para uma aventura tão grande, e que não existe uma só fórmula mágica para encontrar as melhores opções. Tanto é que existem vários cursos online ensinando os muitos segredos das compras de passagens. Mas, quando a viagem vira nossa rotina, o aprendizado é constante – e atualizado.

Com o único objetivo de ajudar vocês, que nos acompanham, a viajar muito mais, decidi reunir e explicar todas as técnicas que uso, que nos fizeram economizar quase oitenta por cento em relação às pesquisas iniciais e que viabilizaram a compra das nossas passagens para a volta ao mundo. Para o total das passagens para 6 meses de viagem, gastaremos menos de US$ 2.500 para cada.  E, caso viajássemos sem despachar bagagem, seguindo o limite de 10kg de bagagem de mão, gastaríamos por volta de U$ 1.800,00!

Siga minhas dicas:

1. Priorize: Dar a volta ao mundo não quer dizer que você vai conhecer todos os países do mundo. Se este for o seu objetivo, você ficará mais tempo em deslocamento do que curtindo a viagem, conhecendo os lugares e a cultura de cada povo. Então, escolha os destinos principais, aqueles seus maiores sonhos e mais difíceis de se realizarem em um prazo curto. Geralmente, são os lugares mais distantes. No meu caso, optei pela Tailândia e a Austrália. Sonho em conhecer o mundo todo, mas começando a busca visando o primeiro destino mais distante (Tailândia, já que a nossa volta ao mundo seguirá do Brasil para a direção leste), me aparecerem ótimas opções de vôos com destinos que também fazem parte dos meus sonhos no meio do caminho.

2. Seja flexível: defina o período em que será possível fazer a viagem (quanto maior, melhor!) e faça a busca dos vôos considerando os destinos principais. Em buscadores como o Skyscanner, você consegue optar por verificar os valores das passagens para o mês todo. Essa funcionalidade é muito útil porque você não precisa fazer a busca a cada dia e encontra muita diferença de preço de um dia para o outro. Então, não defina com exatidão que ficará “X” dias em cada destino, deixe as passagens mais em conta te guiarem nessa escolha.

3. Stopover: permite comprar duas ou mais passagens pelo preço de uma.

Essa dica fez toda a diferença para economizar muito. Eu já tinha usado na viagem à Jamaica, em que fizemos a viagem de três semanas para os Estados Unidos sem pagar nada a mais em relação ao valor da passagem só para a Jamaica.

Funciona assim: ao encontrar os melhores valores dos vôos para os seus destinos principais, verifique as opções de conexões e escolha em quais você gostaria de ficar mais tempo. Esse será um trecho do seu roteiro. Agora, faça a consulta das passagens separadamente, em “multi destinos”, simulando diferentes datas, seguindo exatamente o roteiro que antes era apenas uma sequência de uma ou mais conexões.

Essa possibilidade de ficar quantos dias desejamos em cada um dos lugares que seriam apenas conexões pelo mesmo valor do vôo com as conexões normais não é para todas as datas, mas consegui adaptar, sendo flexível, e achei para mais da metade dos vôos para os que fiz a busca.

Por exemplo: consultei vôos saindo de diversos destinos da Europa para a Tailândia e identifiquei onde seria possível fazer “stopover” para escolher entre essas opções. Várias passavam por Londres, algumas por Abu Dhabi, outras por Atenas e ainda outros países da Ex-União Soviética. Tinha até conexão em Moscou!

As que eu gostei mais eram as com conexões em a) Londres, Cairo e Bangkog; b) Milão, Cairo e Abu Dhabi; c) Genebra, Cairo e Dubai. Escolhi parar nos destinos que eu não tinha ido ainda e pelos quais tenho maior curiosidade: Cairo e Dubai.

Então, com a dica do stopover, você escolhe os seus destinos principais e os outros são escolhidos entre as opções de conexões. Na minha busca, havia opções de várias delas a preços em conta até a Tailândia.

4. Flexibilize os grandes trechos e engesse os pequenos: em um momento da organização, após a compra das primeiras passagens, o roteiro vai ficando um pouco mais engessado, pois você já sabe aproximadamente qual dia deseja chegar no lugar e quantos dias quer ficar.

Aí você perde em flexibilização, mas passa a ter a opção de fazer trechos por terra. Recomendo muito viajar de trem na Europa, por exemplo, pois a viagem é super confortável e tem vistas maravilhosas.

5. Compre logo! A antecedência de 3 a 4 meses para passagens internacionais é a ideal, pois os preços podem se multiplicar à medida em que vai se aproximando a data. Isso acontece tanto com os vôos quanto com as passagens de trem!

Na Europa, por exemplo, os valores podem subir no mês anterior da mesma maneira como acontece nos bilhetes aéreos.

6. Caso opte por fazer todos os trechos aéreos, inclusive os menores, e tiver uma boa antecedência, registre cada um deles no alerta dos preços nos buscadores: os sites te enviam um e-mail avisando sobre qualquer alteração de preços nos trechos e dias que você cadastrar. Se tiver mais de 3 meses de antecedência, vá acompanhando para aumentar as chances de pegar passagens promocionais, comuns em trechos curtos. É bem possível que surjam boas ofertas, principalmente se você estiver comprando as passagens com mais de 4 meses de antecedência. Atenção: essa dica envolve sorte. Já fiz algumas vezes e na maioria delas, me dei bem. Mas em algumas, os preços aumentaram e acabei pagando um pouco a mais. Deixei registrado aqui porque pela minha experiência, o saldo foi muito positivo.

7. Reconsidere as malas a serem despachadas (que ficam muito caras em algumas companhias!). No nosso caso, em que vamos passar por muitos tipos de clima, com um menininho que fará 2 anos de idade no primeiro dia da viagem, optamos por pagar os valores das bagagens. Mas caso você vá em casal, grupo de amigos ou sozinho(a), considere ir só com um mochilão, na bagagem de mão mesmo, principalmente se precisar economizar, pois algumas companhias aéreas “low cost” (baixo custo) cobram até mais do que o valor da passagem para cada mala despachada.

Fique atento(a), pois os limites são diferentes para cada companhia aérea. Você pode também definir por pagar uma mala despachada para a volta, se for um destino em que pretende fazer compras.

Geralmente o valor da mala despachada é mais barato pela internet, no momento da compra da passagem, do que presencialmente no guichê, então se planejar também quanto à bagagem é muito importante.

8. Uma vez encontradas as melhores escolhas, repita a busca no site oficial da companhia aérea e compare valores. Geralmente os sites buscadores como Skyscanner vão te direcionar a uma empresa terceirizada de venda de passagem, mas não compre lá de cara.

Há dois motivos para essa cautela: muitas vezes a compra direta com a Companhia Aérea sai mais barata, não apenas o valor da passagem em si, mas também por causa da taxa de serviço que a maioria dessas empresas que terceirizam cobram.

Mas sempre verifique antes: nessa minha experiência de emissão de várias passagens para a volta ao mundo, só consegui emitir as passagens da Emirates fazendo o sistema de stop over que expliquei acima pelo mesmo preço que o vôo com as conexões normais no site da empresa sugerida pelo Skyscanner. No site da companhia aérea só encontrava o valor normal, que pagaria em trechos separados, o que encarecia demais a minha escolha. Mas já passei pela situação inversa algumas vezes: então, sempre faça a pesquisa do valor final nas duas opções.

9. MILHAS! Compre tudo o que precisar no cartão de crédito para juntar o máximo de milhas que puder. Eu quase nunca ando com dinheiro na bolsa, no máximo uns trocadinhos! Com isso, me obrigo a sempre passar o cartão. Depois que já tiver um bom número de milhas (mais de 10 mil), se cadastre nos sites das maiores empresas de milhas aéreas para as quais você pode transferir seus pontos e abra seus e-mails sempre, para acompanhar quando chegar alguma promoção que multiplica seus pontos. É comum surgirem promoções para incentivar a transferência das milhas do cartão para as empresas de emissão de passagens que aumentam de 40% até o dobro do valor inicial!

Pretendemos usar as nossas milhas no último trecho da nossa volta ao mundo, que ainda não compramos, dos Estados Unidos para o Brasil.

10. Vá em um ano e volte no outro! Talvez você não consiga usar essa dica sempre: não é todo mundo que consegue fazer viagens internacionais anualmente. Mas, de toda forma, guarde essa dica, pois se tudo der certo e você seguir a vida se apaixonando cada vez mais por viagens, logo chegará a hora de colocá-la em prática, e você precisa ter esse conhecimento quando chegar a hora certa. Se você já pode fazer viagens internacionais todo ano, maravilha!

Essa dica veio da constatação de que, muitas vezes, o valor de um só trecho é quase o mesmo valor ou até mais caro que os dois trechos (ida e volta). Ano passado, fomos para a Europa usando milhas e não tínhamos o suficiente para a volta. Então compramos uma passagem de “ida e volta”: “ida” (que na verdade era nossa volta) para o Brasil e “volta” para Amsterdam, que foi o último destino da nossa viagem. Mas essa volta foi comprada para 9 meses depois, quando pretendíamos viajar de novo. E as duas passagens foram mais baratas que somente o trecho que a princípio precisávamos: a volta para casa!

Agora, vamos voltar por poucos dias para uma cidade que amamos e logo vamos para um novo país, que ficou de fora da Eurotrip de 2017: Portugal! Para isso, pagamos barato usando as dicas para trechos internos citadas acima.

Quer acompanhar a nossa volta ao mundo? Segue meu insta @maenomundo e volte sempre ao www.maenomundo.com para continuar se inspirando para viajar cada vez mais e aprendendo a tornar seus sonhos de viagem realidade!

Nosso roteiro básico da volta ao mundo, até o momento, será: Rio, Amsterdam, Porto, Lisboa, Lagos, Barcelona, Malta, Nice, Genebra, Cairo, Dubai, Phuket, Sydney, Miami e de volta ao Brasil! Com possibilidades de inclusão de outros trechos menores!

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